Blog

O que o seu estrogênio tem a ver com o seu intestino?

Você já sentiu que, depois dos 40, o seu sistema digestivo parece ter vida própria? Aquele inchaço persistente, a digestão lenta e a sensação de que alimentos que você sempre amou viraram “inimigos” não são coincidência e muito menos algo que você precise aceitar como normal da idade.

Existe um conceito que eu adoro explicar porque ele muda o jogo: o Estroboloma. Ele é, na prática, um exército de bactérias no seu intestino que tem a missão vital de equilibrar os seus níveis de estrogênio.

O problema é que na perimenopausa, quando o estrogênio começa a oscilar e cair, esse exército fica “desempregado” e meio perdido. Sem esse estímulo hormonal, a parede do seu intestino fica mais sensível, a inflamação aumenta e aquele inchaço chato se instala. 

É por isso que alimentos que você sempre comeu agora parecem não cair bem…

Mas o que eu acho mais incrível na nossa biologia é que a microbiota é extremamente ágil. Enquanto os hormônios seguem o ritmo natural deles, você consegue mudar a qualidade das suas bactérias em questão de dois ou três dias. É só ajustar o combustível que você coloca no prato.

Não se trata de comer perfeitamente, mas de dar o que as bactérias do seu estroboloma precisam para trabalhar a seu favor.

Se você quiser começar esse ajuste hoje, tente seguir esses três passos:

Saia do básico nas fibras: Não coma só alface e tomate. Tente colocar um elemento novo na sua salada ou no café da manhã, como aveia, chia ou semente de abóbora. A diversidade é o que dita a diversidade das suas bactérias.

Use os fermentados a seu favor:  Um iogurte natural, kefir, chucrute ou qualquer tipo de vegetal fermentado funcionam como um reforço estratégico para alimentar as bactérias boas do seu intestino.

Pense em cores: Se o seu prato está muito pálido, seu intestino está recebendo poucos polifenóis. Quanto mais cor, mais proteção contra a inflamação que a menopausa traz.

Você tem muito mais controle sobre como se sente do que imagina. O segredo é parar de brigar com os sintomas e começar a alimentar o sistema que gerencia tudo isso.


Compartilhe este post:

container

Carla Righi

Sobre a autora

Carla Righi é Health Coach de Nutrição Funcional Integrativa, formada pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova York, com especializações em Hormone Health, Gut Health e Emotional Eating Psychology. É também especialista em Menopausa pela University of Vermont. Acompanha mulheres ao redor do mundo no processo de transição hormonal, intestinal e emocional que se inicia após os 35 anos e se estende além da menopausa.

Posts Relacionados