Eu sempre recebo muitas perguntas a respeito do leite e derivados, se eles fazem bem ou mal… E quero conversar com você sobre isso, mas hoje não abordarei as questões digestivas, mas sim o impacto hormonal do alto consumo de laticínios.
O primeiro ponto é que, infelizmente, o leite de hoje é muito diferente do leite de antigamente. E isso ocorre principalmente em termos do processo de criação, de extração e de conservação do leite de hoje em dia.
Ou seja, o processo comum de criação através de confinamento, utilização de alguns hormônios e antibióticos (para tratamento ou profiláticos) certamente impacta bastante a qualidade do leite atual se o comparamos com o leite de antigamente.
Mas o principal ponto que eu queria chamar a atenção hoje está relacionado à seu potencial impacto negativo no equilíbrio dos hormônios sexuais femininos, principalmente nos nossos níveis de estrogênio.
Por natureza, o leite é um alimento hormonal, até porque ele é um subproduto de uma gestação. Dessa forma, ele sempre terá uma certa quantidade de estrogênio e essa quantidade variará de acordo com o momento da extração.
Quanto mais próximo do momento da vaca parir, mais carregado de estrogênio o leite estará. O problema todo é que, em função do ciclo acelerado de produção do leite, as vacas estão “constantemente prenhas,” o que faz com que o leite e seus derivados obtidos através da criação tradicional contenham uma maior concentração estrogênica e acabem desequilibrando o balanço hormonal de muitas mulheres.
Dessa forma, o consumo recorrente de laticínios pode aumentar os níveis de estrogênio no corpo de mulheres já propensas a desequilíbrios hormonais, exacerbando ainda mais os sintomas decorrentes de um estado de predominância estrogênica.
Lá vão alguns sintomas de predominância estrogênica:
– Acúmulo de gordura nas regiões do quadril e coxas;
– Retenção de líquidos;
– Celulite aumentada;
– Problemas para dormir;
– Enxaqueca;
– Aumento da TPM;
– Cólicas menstruais,
– Acne e pele congestionada, entre outros.
Felizmente, hoje existem diversas opções para substituirmos os laticínios no dia-a-dia, tanto em termos de leites vegetais, quanto em termos de queijos ou creamcheese veganos de boa qualidade. Mas lembre-se que o mais importante será você analisar os rótulos e checar a lista de ingredientes, mesmo dos produtos veganos, pois existem várias opções que se utilizam de óleos inflamatórios em sua composição.
Uma receita super simples para fazer leite vegetal caseiro é a de 3:1, ou seja, para cada 1 medida do substrato que escolher (coco, amêndoas, sementes, aveia), você bate com 3 medidas de agua no liquidificador. Depois coa o seu leite vegetal em um tecido próprio e está pronto.
Só não esqueça que, por ser natural e sem conservantes, ele vai durar de 2 a 3 dias na geladeira.