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Você passou dos 40 e sofre com alguma dor crônica?

Hoje vamos falar de dor crônica. Dor crônica na meia-idade.

Dia 18 de outubro é o Dia Mundial da Menopausa. E nesse ano a International Menopause Society decidiu falar da dor crônica nessa fase. 

O documento que eles publicaram, escrito por 10 especialistas de vários países, traz um dado que eu queria colar na porta de todas as pessoas que atendem mulheres no climatério: cerca de metade das mulheres nessa fase convive com uma dor crônica! Metade!

E tem mais um número. Uma revisão deste ano juntou 37 estudos, com mais de 93 mil mulheres. Antes da menopausa, mais ou menos 4 em cada 10 tinham dor muscular ou nas articulações. Na perimenopausa e depois dela, passa da metade.

Então, se você anda acordando travada, com o ombro doendo, com as mãos duras de manhã, saiba que muitas mulheres estão na mesma situação que você. E isso tem sim a ver com o que está acontecendo com os nossos hormônios nessa fase.

Por que dói? Porque o estrogênio faz muito mais do que regular o ciclo. Ele ajuda a controlar a inflamação no corpo e está presente nas articulações, nos tendões, nos músculos. Quando ele cai, essa proteção diminui e o corpo fica mais inflamado.

Além disso, o estrogênio também age no sistema nervoso, na forma como o cérebro processa a dor, então a mesma dor que antes passava batida agora incomoda mais.

Mas de forma geral, o que nós escutamos quando reclamamos de dor? “É da idade…” Isso me irrita muito. A própria presidente da IMS (International Menopause Society), Dra. Rossella Nappi, falou sobre isso: a dor da mulher foi chamada de “emocional” por tempo demais, em vez de ser investigada e tratada como deveria.

Agora, o que vocês podem fazer?

1- Primeiro, dor que não passa precisa de médico. Não deixem pra lá…

2- Segundo, cheguem na consulta com informação. Durante duas semanas, anotem: onde doeu, a que horas, como foi o sono na noite anterior, se treinou ou não, e em que fase do ciclo vocês estão (quem ainda menstrua). Pode ser no papel, pode ser no celular. Com isso na mão, fica bem mais difícil alguém dizer que é da idade e encerrar o assunto.

3- E o terceiro é treinar força. Músculo forte tira carga da articulação. Pensa no joelho: quando a coxa está forte, é ela que segura o impacto de cada passo, de cada degrau. Quando está fraca, quem aguenta tudo é a articulação. O mesmo vale para ombro, quadril, coluna. E nessa fase a gente perde músculo mais rápido se não fizer nada, então a articulação vai ficando cada vez mais sozinha…

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Carla Righi

Sobre a autora

Carla Righi é Health Coach de Nutrição Funcional Integrativa, formada pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova York, com especializações em Hormone Health, Gut Health e Emotional Eating Psychology. É também especialista em Menopausa pela University of Vermont. Acompanha mulheres ao redor do mundo no processo de transição hormonal, intestinal e emocional que se inicia após os 35 anos e se estende além da menopausa.

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