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Alimente-se com Atenção Plena para Melhorar sua Digestão!!

Hoje eu quero te perguntar se você já sabia que COMO você come é tão importante quanto O QUE você come…

A conexão entre nosso cérebro e nosso intestino é tão fantástica e direta que pouco adiantará você cuidar apenas daquilo que você come (e incluir um monte de suco-verde ou shots da imunidade na sua alimentação todos os dias…) se você também não cuidar de como o seu organismo ABSORVE aquilo que você está ingerindo.

Por isso, se você está sempre comendo correndo, na frente do computador ou da TV,  nas mídias sociais, dentro do carro, em pé… você precisa saber que o seu corpo terá muito mais dificuldade em digerir e absorver os nutrientes dos alimentos que você come.

Tudo isso sem entrar no mérito de que quando comemos sem atenção, nossa mastigação tende a ser ruim e toda a nossa digestão e absorção também será muito prejudicada.

Lá vão algumas dicas para você trazer mais calma durante suas refeições e ajudar seu corpo a digerir e absorver melhor:

1- Faça um esforço consciente para se desligar de seus problemas durante suas refeições. Pense que não serão os 20 ou 30 minutos que você investirá em sua refeição (e em sua digestão!) que serão os responsáveis pelo agravamento ou pela solução de seus problemas.

2- Sente-se em uma mesa e arrume sua comida de forma bonita em um prato para que seus olhos a apreciem. Seja uma comidinha caseira ou um delivery, evite amontoar tudo no prato ou comer na própria embalagem. Dê aos seus olhos e sentidos o prazer de visualizar e apreciar o alimento que você irá comer para já ativar seus mecanismos digestivos.

3- Conecte-se com o que você está comendo para evitar comer mais do que seu corpo está pedindo. Sabe porque comemos um balde de pipoca ou um pote de sorvete na frente da TV sem não nos darmos conta? É porque quando não prestamos a atenção ao que estamos comendo e focamos nosso cérebro em outra coisa, ele demora muito mais para ativar os nossos mecanismos de saciedade (e às vezes nem ativa, dependendo do tipo de alimento!).

4- Faça uma pequena pausa antes de começar a comer, para expressar mentalmente a sua gratidão pelo alimento que você tem à sua frente.

5- Olhe para seu alimento. Aprecie seu aroma. Deguste e aprecie cada garfada.  Mentalmente, descreva os sabores e as texturas que você está experienciando naquela refeição. A prática de saborear cada mordida aumenta a liberação de hormônios que ajudam na digestão, como a gastrina e a colecistoquinina.

6- Mastigue com prazer mentalizando que você está ajudando seu corpo a absorver os nutrientes daquilo que você está comendo. Isso tem várias vantagens: ajuda a reduzir o tamanho das partículas alimentares, facilitando o trabalho do sistema digestivo; aumenta a superfície de contato dos alimentos com as enzimas digestivas presentes na saliva; e promove uma melhor absorção de nutrientes no intestino delgado.

7- Por fim, conecte-se com os seus sinais de saciedade. Quando você começar a sentir-se satisfeita, pare de comer. Leva cerca de 20 minutos para o cérebro receber o sinal de saciedade do estômago. Ao comer devagar e com atenção plena, você está mais propensa a parar de comer na hora certa, evitando a sensação de estufamento e desconforto pós-refeição.

Além disso, a prática da atenção plena durante as refeições aumenta a produção de hormônios intestinais, como o peptídeo YY, que auxilia na sensação de saciedade.

Em resumo, nunca subestime o poder de sua mente sobre o funcionamento de seu corpo e faça um teste para se conectar mais ao seu alimento, evitando distrações durante as suas refeições. Te garanto que sua digestão e sua capacidade de absorver os nutrientes será muito maior!


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Carla Righi

Sobre a autora

Carla Righi é Health Coach de Nutrição Funcional Integrativa, formada pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova York, com especializações em Hormone Health, Gut Health e Emotional Eating Psychology. É também especialista em Menopausa pela University of Vermont. Acompanha mulheres ao redor do mundo no processo de transição hormonal, intestinal e emocional que se inicia após os 35 anos e se estende além da menopausa.

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