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Eu decidi deixar “minha própria luz” acesa… E você?

Hoje eu li um texto lindo sobre o comer emocional que fez uma analogia muito bacana sobre o que acontece quando usamos a comida em momentos de stress, de tristeza ou de ansiedade.

O texto fez a analogia à imagem de quando entramos num quarto escuro e começamos a tropeçar em um monte de coisas em nossa frente até conseguirmos alcançar o interruptor de luz. Daí, quando acendemos a luz, nós nos deparamos com uma bagunça tão grande e desconcertante que nos vemos tendo que escolher entre duas possibilidades:

1- Encarar a bagunça toda e começar a arrumação parte por parte, sabendo que no início será muito chato mas que depois será uma delicia entrar naquele quarto todo organizado ou;

2- Apagar a luz e não enxergar mais a bagunça, fingindo que está tudo bem, mesmo que continuemos a bater e esbarrar em um monte de coisas que estão espalhadas na nossa frente.

E é isso o que fazemos quando usamos a comida (ou bebida, ou excesso de Netfix…) como forma de conforto, recompensa ou até distração quando estamos tristes, estressadas ou aborrecidas.

A questão toda é quando entendemos isso e nos perguntamos de forma bem sincera se, no longo prazo, ficar apagando a “nossa própria luz” e não encararmos de frente o que está nos aborrecendo ou entristecendo está nos servindo OU está nos impedindo de viver a vida de forma mais PLENA…

Quem me acompanha nas minhas mídias sociais certamente já me escutou falando sobre o meu histórico de usar comida como forma de lidar com minha ansiedade e, por esse motivo, posso te falar aqui com muita franqueza o que me ajudou a sair desse ciclo infinito de gatilho emocional – comida – culpa – auto-julgamento – paralisia…

Parar de ter medo de SENTIR meus sentimentos e ENCARAR de frente o que está me aborrecendo. Me perguntar de forma constante O QUE eu realmente QUERO e o que realmente me PREENCHERIA nesse momento, caso não houvesse comida disponível…

Parece bobeira mas eu acho uma linda reflexão que dificilmente nos fazemos… Conta pra mim, se hipoteticamente não houvesse mais comida no mundo nos momentos em que você tem os seus gatilhos emocionais, como você lidaria com seus sentimentos?

Já há algum tempo eu percebi o quanto “apagar a minha própria luz” e não dar atenção a o que realmente estava me entristecendo não me servia. E esse foi o meu primeiro passo para ter coragem de encarar de frente meus próprios medos (de rejeição, de auto-crítica, de nunca ser boa o bastante) e aprender diferentes formas de lidar com eles, que não sejam através do conforto imediato da comida.

Posso te falar que não é um caminho fácil no início mas que, sem dúvida nenhuma, vale muito a pena… Quando paramos de apagar nossa luz e começamos a entender nossas reais necessidades, nosso caminha fica muito mais claro e leve, pois entendemos que a responsabilidade por nossa felicidade é totalmente nossa e independe dos outros…

Enfim, é isso que meu coração me pediu para dividir com você nesse início de semana e espero que possa te ajudar a refletir de alguma forma se você está deixando a sua “luz interna” brilhar ou se inconsciente está a apagando para não ter que lidar com o que te aborrece.

Um grande beijo com carinho.

Carla


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Carla Righi

Sobre a autora

Carla Righi é Health Coach de Nutrição Funcional Integrativa, formada pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova York, com especializações em Hormone Health, Gut Health e Emotional Eating Psychology. É também especialista em Menopausa pela University of Vermont. Acompanha mulheres ao redor do mundo no processo de transição hormonal, intestinal e emocional que se inicia após os 35 anos e se estende além da menopausa.

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