Hoje eu queria dividir com você minha reflexão a respeito do que nos impulsiona a realmente mudar ou criar novos hábitos.
Conexão, movimento e transformação.
Conexão com nós mesmos, conexão sobre o que realmente nos inspira, o que nos faz vibrar, o que enche nossos olhos e o nosso coração com uma alegria pura e verdadeira.
E também conexão com o que nos entristece, o que nos angustia e o que nos deixa incompletos de alguma forma.
E, por último, mas não menos importante, conexão com os sinais que o nosso corpo constantemente nos dá, através de sussurros e muitas vezes gritos. Pessoalmente, meu corpo falava comigo através de crises de enxaqueca fortíssimas, dores abdominais, cansaço constante, tonturas e falta de energia.
Na minha reflexão, quando estamos em um estado de desconexão com nós mesmos, tanto em relação ao que nos traz harmonia e frustração, quanto com relação ao que nos adoece e enfraquece fisicamente, nosso corpo fala conosco através de mecanismos fantásticos, desenvolvidos há milhares de anos para nos manterem vivos.
Mas nosso corpo fala inicialmente em uma linguagem sutil, quase um sussurro. Até que quando não tem mais jeito, ele grita, grita alto implorando por atenção e pedindo uma solução imediata.
Daí, mais como uma medida desesperada, vem a NECESSIDADE de MOVIMENTO. Movimento para tratarmos de algum problema físico ou emocional que passa a interferir e atrapalhar nossa “vida corrida” de alguma forma. Infelizmente, como não escutamos e não nos conectamos com os sussurros do nosso corpo, chegamos em um ponto em que o movimento é necessário, ou quase obrigatório.
Mas o que fazer para que esse “movimento” em nossa vida ocorra de forma mais natural e tranquila? O que fazer para que nossa mente nos ajude a criar novos hábitos tantos físicos quanto emocionais mais saudáveis de forma mais simples?
Nosso cérebro é programado para nos manter seguros, então tudo aquilo que gera movimento e nos tira de uma situação de conforto, tende a ser evitado inicialmente.
E, por esse motivo, não é tão fácil mudarmos ou criarmos novos hábitos.
Daí, antes que você me fale que para criarmos novos hábitos basta insistirmos em uma determinada rotina, eu te desafio a refletir sobre o quanto nossa mente seria menos resistente à essa mudança se déssemos a ela uma real motivação.
Para mim o grande gerador de qualquer tipo de mudança está em refletirmos de forma mais profunda e concreta sobre as razões pelas quais queremos mudar algo em nossa vida.
Parece óbvio, mas não é. A grande maioria das pessoas simplesmente “decide” criar um novo hábito, ou “começar uma nova dieta”, ou “começar a fazer exercícios”, sem refletir mais concretamente sobre os seus reais motivos.
Vejam que não estou falando que esse primeiro passo não é importante. O que estou falando aqui é que, se quisermos aumentar as nossas chances de sucesso para mantermos novos hábitos de forma consistente, nós precisamos trabalhar em parceria com o nosso cérebro para que ele seja menos resistente à mudança.
O primeiro passo é se perguntar o “porquê” você realmente quer mudar algo. Parar para se conectar com suas sensações boas ou ruins sobre como você está se sentindo agora. Ir a fundo sobre suas reais necessidades nesse momento e sobre como aquele novo hábito pode te ajudar.
É importante que isso esteja ligado à seus próprios motivos e não a uma motivação externa que não faça sentido para você.
Depois disso, permita-se sonhar e se imaginar já tendo alcançado algum de seus objetivos em que aquele novo hábito tenha sido uma peça chave, algo fundamental.
Visualize-se e tente dar vida e detalhes às sensações que você estará sentindo depois que tiver alcançado seu objetivo. Não restrinja seus pensamentos nesse ponto, quanto mais profundamente você visualizar e descrever sua sensação de bem-estar, mais concretamente você estará construindo sua nova realidade dentro de sua mente.
Escreva em um papel esses dois passos e deixe esse papel em algum lugar que será visível para você sempre que for fazer alguma coisa ligada à seu novo hábito. Através da escrita, nosso cérebro processa as informações de forma mais concreta.
Em termos simplificados, o mecanismo é esse. Nosso cérebro precisa de motivos e de uma reflexão que realmente faça sentido para que ele se abra a fazer algo diferente e modifique seu comportamento natural de resistência à mudança.
E é por isso que é tão importante refletirmos mais profundamente sobre o “porquê” realmente queremos mudar algo em nossa vida, e não simplesmente nos forçarmos a fazer algo que “conscientemente seja bom para nós” mas que para nosso cérebro não seja uma prioridade naquele determinado momento.
A minha reflexão final aqui é que a natureza nos dá infinitas possibilidades para evoluirmos se estivermos abertos à novas formas de crescimento. Contudo, para que essa evolução seja mais suave e tranquila, nós precisamos entender o funcionamento de nossa mente e não ter medo de nos conectar com as nossas reais necessidades e os sinais que o nosso corpo nos dá em nosso dia-a-dia.
E se você sente que minha reflexão fez algum sentido para você, compartilhe comigo por aqui. Vou adorar saber!