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Resistência à insulina pode começar na menopausa (mesmo em mulheres magras!)

Muita gente ainda acredita que resistência à insulina é um problema só de quem está acima do peso.

Mas na perimenopausa e na menopausa essa nem sempre é a causa principal.

E aqui vale um ponto importante:

A resistência à insulina é o primeiro passo de vários problemas metabólicos, como pré-diabetes, diabetes tipo 2, gordura no fígado, colesterol alto e maior risco cardiovascular.

E isso pode começar justamente no climatério.

Mesmo em mulheres magras, ativas e que comem bem.

Nessa fase, é comum o corpo começar a mudar sem explicação aparente:

• mais barriga
• mais inchaço
• mais fome fora de hora
• mais cansaço depois das refeições

E o pior é que isso ocorre sem grandes mudanças na rotina e, na maioria das vezes, não é falta de disciplina… São os hormônios.

E o motivo principal é que o estrogênio também é metabólico.
Ele ajuda a usar melhor a glicose, a preservar o músculo e a evitar o acúmulo de gordura abdominal.

Mas…

Na perimenopausa, ele oscila.
Na menopausa, ele cai de forma contínua.

Em ambos os casos, a sensibilidade à insulina piora.

A glicose entra menos no músculo, sobra mais açúcar no sangue e o corpo tende a estocar esse excesso como gordura, principalmente abdominal.

São regras novas do jogo.

Na prática, o que mais ajuda?

Depois dos 40, comer menos quase nunca resolve sozinho.
O corpo responde muito mais a estímulo metabólico.

O que eu mais vejo funcionar com as mulheres que eu cuido:

• proteína adequada nas refeições, pelo menos 30 g por refeição, para preservar massa muscular, aumentar saciedade e estabilizar a glicemia
• musculação com regularidade, porque ter mais músculos é a melhor forma de “queimar” glicose do sangue, mesmo quando está em repouso
• caminhar 10 a 15 minutos depois de comer, pois isso comprovadamente ajuda a reduzir os picos de açúcar no sangue após as refeições
• fibras e intestino funcionando bem, para diminuir inflamação e melhorar a resposta hormonal
• dormir melhor, porque noites ruins aumentam a resistência à insulina
• reduzir estresse, já que cortisol alto facilita acúmulo de gordura abdominal, o que aumenta o risco de resistência a insulina
• ajustar hormônios quando necessário, porque estrogênio também é metabólico

Nada radical.

Só aprender a trabalhar com a nova fisiologia do corpo, não contra ela.

Nessa fase da nossa vida, não tem jeito, precisamos ser muito estratégicas se quisermos envelhecer bem.


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Carla Righi

Sobre a autora

Carla Righi é Health Coach de Nutrição Funcional Integrativa, formada pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova York, com especializações em Hormone Health, Gut Health e Emotional Eating Psychology. É também especialista em Menopausa pela University of Vermont. Acompanha mulheres ao redor do mundo no processo de transição hormonal, intestinal e emocional que se inicia após os 35 anos e se estende além da menopausa.

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