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Principais causas da deficiência de ferro nas mulheres e o que fazer a respeito

Você se sente constantemente exausta, sem energia e com aquela sensação de que nada dá certo? Pode ser que a falta de ferro esteja sabotando seus dias e você não esteja dando a devida atenção a isso.

O ferro é um mineral essencial para o nosso corpo. Ele faz parte da hemoglobina, uma proteína presente nas hemácias (glóbulos vermelhos) que carrega o oxigênio para todas as células do corpo. Quando os níveis de ferro estão baixos, o organismo não consegue transportar o oxigênio de forma eficiente, causando diversos sintomas como:

  • Fadiga crônica
  • Fraqueza
  • Palidez
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Dor de cabeça
  • Unhas quebradiças
  • Cabelo fino e quebradiço

Por que as mulheres são mais afetadas?
A perda de sangue durante a menstruação é a principal causa da deficiência de ferro em mulheres em idade reprodutiva.
Contudo, para as mulheres com mais de 40 anos, a diminuição da capacidade de absorção de ferro é um fator extremamente frequente.

E quais são as principais causas?

  • Diminuição da produção de ácido gástrico e enzimas digestivas: O ambiente ácido do estômago é essencial para a absorção do ferro. Com a idade, a produção dessas substâncias pode diminuir, prejudicando esse processo.
  • Processos inflamatórios crônicos e doenças autoimunes, podem alterar a forma como o ferro é absorvido e utilizado pelo organismo.
  • Uso de medicamentos: Antiácidos, inibidores de bomba de prótons e alguns anti-inflamatórios podem reduzir a absorção de ferro.
  • Interações alimentares: Alimentos ricos em fibras, fitatos (presentes em cereais integrais e leguminosas sem o devido preparo) e alguns compostos de alimentos processados podem inibir a absorção de ferro. 

Observação: O consumo simultâneo de alimentos ricos em ferro, como carnes e feijões, e alimentos ricos em cálcio, como laticínios, pode reduzir a absorção de ferro no intestino. Isso ocorre porque o cálcio compete com o ferro pelos mesmos transportadores. 

Principais exames para avaliar a deficiência de ferro:

  • Hemograma completo: Avalia a quantidade de glóbulos vermelhos e hemoglobina (a proteína que transporta oxigênio no sangue).
  • Ferritina: Mede as reservas de ferro no organismo.
  • Ferro sérico: Mede a quantidade de ferro no sangue.
  • Capacidade total de ligação do ferro (CTLF) e Saturação da transferrina: Avaliam a capacidade do sangue de transportar ferro.

O tratamento da deficiência de ferro varia de acordo com a gravidade e pode incluir:

  • Aumento do consumo de alimentos ricos em ferro: Carnes magras (bovina, suína, frango), leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico), vegetais de folhas verdes escuras (espinafre, couve), frutas secas (damasco, ameixa), grãos integrais (aveia, quinoa) e ovos.
  • Aumento do consumo de alimentos ricos em vitamina C: Laranja, limão, morango, pimentão, acerola e kiwi. A vitamina C aumenta a absorção do ferro presente nos alimentos,especialmente aqueles de origem vegetal.
  • Redução no consumo excessivo de café e chá: Essas bebidas inibem a absorção de ferro.
  • Tratamento da causa raíz: Se a deficiência de ferro for causada por uma deficiência de enzimas digestivas/ácido gástrico que atrapalha a absorção do ferro, será importante fornecer um suporte nesse sentido.
  • Suplementos de ferro: Em casos de deficiência mais grave, o médico pode indicar o uso de suplementos de ferro. Mas lembre-se de consumí-los em horários diferentes de suplementos de cálcio, caso esteja tomando.

Enfim, a deficiência de ferro é uma condição tratável mas que comumente é deixada de lado sem que as pessoas percebam que ela pode ser a causa de diversos sintomas que impactam significativamente sua qualidade de vida física e emocional.


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Carla Righi

Sobre a autora

Carla Righi é Health Coach de Nutrição Funcional Integrativa, formada pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova York, com especializações em Hormone Health, Gut Health e Emotional Eating Psychology. É também especialista em Menopausa pela University of Vermont. Acompanha mulheres ao redor do mundo no processo de transição hormonal, intestinal e emocional que se inicia após os 35 anos e se estende além da menopausa.

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