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O problema dos ultraprocessados para mulheres 40+

Você já parou para pensar que alguns alimentos industrializados que vêm com aqueles rótulos “super fit”, “gluten free” ou “sugar free” podem, na verdade, estar sabotando sua saúde hormonal e digestiva se você não souber escolher bem?

Por exemplo, se você pega uma barrinha de proteína ou um biscoitinho sem açúcar, com uma embalagem linda e “cara de saudável”, mas uma lista de ingredientes gigantesca, ou ainda aquele prato pronto de micro-ondas, ótimo para os dias corridos, mas com uma lista de nomes que você nem consegue pronunciar, você acha que realmente seu corpo vai metabolizar tudo aquilo da mesma forma que metabolizaria um alimento preparado de forma caseira?

Obviamente que não. E é aí que mora o problema… Quando esses alimentos entram na nossa rotina com frequência e não sabemos exatamente o que evitar.

O fato é que esses produtos passam por muitas etapas industriais, recebem substâncias químicas para mudar de cor, durar mais tempo na prateleira e ficar mais palatáveis. Com isso, acabam oferecendo ao seu corpo uma carga extra de substâncias que ele não reconhece e precisa metabolizar, independentemente da aparência do rótulo.

Por que isso pesa ainda mais depois dos 40

Para as mulheres que ainda não sabem, as variações hormonais podem começar até 10 anos antes da menopausa. Ou seja, a partir dos 40 anos, muitas já vivem algum grau de declínio ou oscilação hormonal. Mesmo sem perceber, essas mudanças afetam a digestão, a saúde intestinal e a capacidade do fígado de metabolizar substâncias químicas e realizar a detoxificação natural. O resultado é uma maior suscetibilidade a alterações de sono, energia, metabolismo e humor.

Nesse cenário, os ultraprocessados podem ser especialmente prejudiciais porque:

• Inflamação: podem elevar marcadores como a proteína C-reativa, contribuindo para inflamação crônica de baixo grau. Isso acontece porque, na maioria das vezes, combinam excesso de açúcares, óleos refinados e aditivos que aumentam o estresse oxidativo e ativam o sistema imune.

• Intestino: reduzem a diversidade da microbiota, prejudicando a metabolização de hormônios e trazendo sintomas como gases e inchaço.

• Fígado: a partir dos 40, a capacidade de metabolizar substâncias já não é a mesma. O excesso de aditivos, conservantes e açúcares aumenta a sobrecarga hepática, afetando o equilíbrio hormonal e o metabolismo da glicose.

• Sintomas hormonais: ondas de calor, alterações do sono e variações de humor tendem a se intensificar quando o consumo de ultraprocessados é frequente, justamente por favorecerem a inflamação crônica de baixo grau.

Estudos mostram que mulheres em perimenopausa e menopausa que consomem uma carga muito alta de ultraprocessados apresentam sintomas mais fortes, como ondas de calor, palpitações e problemas de sono. 

Outros trabalhos também relacionam esse padrão alimentar a maior resistência à insulina, mesmo sem excesso de peso.

Em resumo

Se você é uma mulher 40+, observe como seu corpo reage quando os ultraprocessados aumentam no seu dia a dia. Seu sono muda? Sua digestão piora? Você sente menos energia, mais constipação, mais ondas de calor?

O fato é que, na nossa vida corrida, fica difícil viver completamente sem os alimentos ultraprocessados. Mas quero que saiba que existem formas de fazer boas escolhas, se soubermos o que evitar na prática.

Então, no próximo post, eu vou explicar para vocês como é possível fazer escolhas de alimentos ultraprocessados mais conscientes e reduzir os impactos no corpo.


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Carla Righi

Sobre a autora

Carla Righi é Health Coach de Nutrição Funcional Integrativa, formada pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova York, com especializações em Hormone Health, Gut Health e Emotional Eating Psychology. É também especialista em Menopausa pela University of Vermont. Acompanha mulheres ao redor do mundo no processo de transição hormonal, intestinal e emocional que se inicia após os 35 anos e se estende além da menopausa.

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